segunda-feira, 25 de abril de 2011

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pombo comum, cujo nome científico é Columba livia domestica, é uma ave exótica, que se originou da pomba das rochas, de origem européia, e foi introduzida no Brasil no século XVI. São aves mansas, que se encontram em grande número nos centros urbanos, onde se adaptaram muito bem, devido a vários fatores, dentre eles a facilidade de encontrar alimento e abrigo.

Pombos têm preferência por grãos e sementes; entretanto, como não são exigentes, comem também restos de refeição, pão e até lixo. No clima em que vivemos, a reprodução da espécie acontece entre 5 e 6 ninhadas por ano (1 ou 2 ovos por ninhada). O tempo de incubação dos ovos é de 17a 19 dias.

Nos centros urbanos, o tempo de vida dos pombos é de 3 a 5 anos. Em condições de vida silvestre, eles podem viver até 15 anos. Os gaviões são seus inimigos naturais; porém, como não estão em grande número nas cidades, o resultado dessa interação é insatisfatório como controle.

Doenças que podem ser transmitidas por pombos

Criptococose - micose profunda, cujo agente etiológico, Criptococus neoformans, tem afinidade pelo sistema nervoso central. Os sintomas são: febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer também cefaléia, sonolência, rigidez da nuca, acuidade visual diminuída, agitação, confusão mental. São transmitidas através da inalação de poeira contendo fezes de pombos contaminadas pelos agentes etiológicos.

Histoplasmose - micose profunda, cujo agente etiológico, Histoplasma capsulatum, tem afinidade pelo sistema respiratório. Os sintomas que podem ocorrer variam desde uma infecção assintomática até febre, dor torácica, tosse, mal estar geral, debilidade, anemia, etc. São doenças oportunistas: o indivíduo pode ou não desenvolver a doença, dependendo de seu estado de saúde.

Ornitose - doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Chlamydia psittasi, tem afinidade pelo sistema respiratório superior e inferior. Os sintomas são: febre, cefaléia, mialgia, calafrios, tosse.

Salmonelose: doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Salmonela typhimurium, tem afinidade pelo sistema digestivo. Alguns dos sintomas são: febre, diarréia, vômitos, dor abdominal. É transmitida através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos contendo o agente etiológico.

Dermatites - são provocadas pela presença de ectoparasitas (ácaros) na pele, provenientes das aves ou de seus ninhos.


Como manter higienizado o local onde habitam

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Brocas ( colióptreros xilofagos )

BROCAS DE MADEIRA
Além do cupim, outro importante grupo de insetos xilófagos é constituído pelas brocas de madeira. São milhares de espécies amplamente distribuídas em diferentes grupos, sendo que os insetos das famílias Anobiidae e Lyctidae são os principais responsáveis pelo ataque a objetos de madeiras e derivados.
A presença da broca de madeira , no mais das vezes, apenas é notada pelos resíduos que deixa e que tem a aparência de pó, via de regra com coloração parecida com a da madeira atacada.

Cryptotermes brevisanimais exóticos, também conhecidos como cupins de madeira seca, cujas colônias se desenvolvem inteiramente dentro da madeira com teor de umidade abaixo de 30%, sem a necessidade de contato com o solo ou fonte externa de umidade.
cupim de madeira seca tem seu ataque restrito às peças que consome como alimento e nas quais também realiza seu ciclo biológico: mobiliário, madeiramento estrutural (forros, telhados, etc.), madeiramento acessório (janelas, portas, etc.), peças de acervo histórico e bibliotecas.
Os danos extensos que acarreta ficam agravados pela larga distribuição geográfica, sempre facilitada pelos transportes sem precauções de objetos infestados. Via de regra, sua presença pode ser observada por resíduos na forma de grânulos duros (fezes) que expelem dos orifícios que fazem e habitam, e que ficam espalhados sob aqueles orifícios.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Formigas e a saúde





Danos Causados ao Homem


“Muita saúva, pouca saúde, os males do Brasil são”
Até quando as formigas podem causar problemas de saúde pública?


Quem já teve a oportunidade de ler o livro “Macuanaíma”, de Mário de Andrade, com certeza se deparou com essa frase: “muita saúva, pouca saúde, os males do Brasil são”. A frase citada no livro visa criticar a saúde no Brasil, que por sinal deveria ser prioridade. Não poderíamos deixar escapar, então, de usar a mesma frase para evidenciar que existe uma relação estreita entre a infestação deformigas e a saúde pública.


As formigas são hoje em dia as principais causas de reclamação pela população no que diz respeito a pragas urbanas. Evidente que a presença de formigas em residências pode causar sérios incômodos, o que certamente perturbaria o bem estar da família. Contudo, além da perturbação do bem estar, as formigas são potenciais agentes causadores de danos na saúde pública. Nesse aspecto, destacam-se as alergias e acidentes com picadas e o papel das formigas quando estas se encontram em ambiente hospitalar.


Alergia....Mas à formiga?


Alergia é uma designação a uma doença ocasionada devido a uma resposta imune exagerada a um determinado componente que aparentemente é inócuo. A resposta alérgica ocorre quando um indivíduo suscetível (determinado por características genéticas) é exposto diversas vezes ao composto ao qual ele tem alergia. O termo alergia a insetos é generalizadamente usado para designar alergia não só ao grupo dos inseto,s mas também a todos os artrópodes como ácaros e aranhas (aracnídeos). Quando específico paraformigas, o principal causador da alergia (constituinte alergênicos) é encontrado nos venenos injetados. Os principais componentes são enzimas e outras proteínas. Alergia a picada de himenópteros em geral causam choque anafilático nos indivíduos sensíveis, podendo levar à morte em 30 minutos.

Formigas visitando hospitais


Quando se pergunta “qual é o seu local favorito de passeio”, muitas pessoas com certeza vão responder o parque de diversões, a praia, o shopping ou mesmo um zoológico. Dificilmente alguém vai responder um hospital. Contudo, essa não é a mesma lógica dasformigas. Frequentemente são encontradas formigas em hospitais. As possíveis causas são armazenamento impróprio de medicamentos ou outros produtos químicos, intenso tráfego de pessoas e presença de comida e água acessíveis no local.


As formigas podem colonizar equipamentos hospitalares, invadir áreas como UTIs e pertubar a vida tanto dos trabalhadores do hospital (médicos, enfermeiros e outros funcionários) quanto dos pacientes. Em estudos recentes em hospitais do Estado de São Paulo, constatou-se que todos os hospitais apresentavam infestação por formigas. As alas de maior infestação foram os berçários e as UTIs, sendo Tapinoma melanocephalum e Paratrechina longicornis as espécies de mais freqüentes. Em geral, o ambiente hospitalar é muito restritivo e em cada hospital ocorre a predominância de uma única espécie.


O problema das formigas em hospitais torna-se ainda mais grave quando se considera que as formigas podem transmitir mecanicamente bactérias e outros agentes patogênicos. Em estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense, pode-se encontrar que grande parte das formigas em hospitais carregam bactérias que podem causar infecções hospitalares, além de doenças como infecções respiratórias, diarréias entre outras. Isso se torna ainda mais preocupante quando se pensa que os pesquisadores descobriram que essas bactérias carregadas por formigas tendem a ser resistentes às medicações de uso padrão.


O fato de formigas em hospitais poderem causar sérios problemas quanto a possíveis infecções não significa necessariamente que a infestação de formigas em ambientes domésticos seja livre de danos. Ao contrário: as formigas frequentemente visitam lixos e locais não limpos e, por isso, o contato com esses invasores não é dos mais agradáveis. Além do mais, estudos demonstram que formigas podem ser vetores mecânicos de cistos de vermes como lombrigas e protozoários como Entamoeba, causador da amebíase. Por isso, procure sempre manter a sua residência livre das formigas. 

















Figura 1. Tapinoma melanocephalum 









Figura 2 . Paratrechina longicornis 


Acidentes com formigas lava-pés


Quem nunca já ouviu falar de um acidente no qual uma criança descuidada chutou um formigueiro? Acidentes como esses não são tão raros como se pensa e ocorrem com certa freqüência. Nesses casos, a principal espécie de formigas envolvida é a formiga lava-pé. Também conhecida como formiga-de-fogo, doceira, formiga-brasa, jiquitaia, formiga-malagueta, masseró ou taciba, as formigas lava-pés pertencem ao gênero Solenopsis sp. (Figura 3). Esta constrói um formigueiro achatado, o qual possui várias aberturas. Nos EUA, estas são causa de sérias preocupações, pois entraram lá por volta de 1950 e, atualmente, dominam todo o sul do país. 




Figura 3. Formiga lava-pé (Solenopsis sp) 

As lava-pés são altamente agressivas. Ao menor contato, saem às centenas e rapidamente. Como ela ataca? Primeiramente ela se prende com a mandíbula na pele do indivíduo. Em seguida, curva seu corpo de modo que a ponta do gáster, que contém um aguilhão com glândula de veneno, toque a pele. Se não retirada, em pouco tempo a formiga pode picar até 12 vezes. Instantaneamente forma-se uma pápula rósa no local da picada. Cerca de 24 horas depois surge uma pústula estéril, que cura em 3 a 8 dias. Picadas em grande número podem originar infecções secundárias, com abscessos e mesmo necrose de extremidades por causa da infecção. Estudos clínicos mais aprofundados já demonstraram inclusive urticárias, sensação de opressão toráxica, náuseas e vômitos e choque anafilático.


Que veneno poderoso! Isso mesmo, o veneno das formigas lava-pes é consituído por alcalóides oleosos, sendo a Solenopsina A a substância mais importante. Esta substância é altamente citotóxica e capaz de destruir células da epiderme e atrair células do sistema imunológico ao local, causando a pústula. Algumas pessoas têm alergia a uma pequena parte do veneno que é protéica.


O que fazer se for picado? Simples: corra ao pronto-socorro. Lá será medicado com anti-histamínico, corticóides tópicos, e, talvez, em acidentes maciços, corticóides sistêmicos. Evite sempre a auto-medicação.